segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Cavaco Silva inaugurou nova Biblioteca Municipal da Guarda

O Presidente da República considerou hoje que a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, que inaugurou na Guarda, é um equipamento que contribui de forma «expressiva» para a «valorização cultural das populações».

A Biblioteca, construída na Quinta do Alarcão, no centro da cidade, junto da sede do Centro de Estudos Ibéricos (CEI), num investimento de cerca de dois milhões de euros, tem o nome do ensaísta Eduardo Lourenço, natural de S. Pedro do Rio Seco, Almeida.

O equipamento tem um total de cerca de 130 mil obras e um espaço que acolhe cerca de três mil oferecidas por Eduardo Lourenço.
O edifício de três pisos possui auditório, salas para crianças e adultos, depósito livreiro e documental, oficina para conservação, encadernação e preservação do fundo documental e Livraria Municipal, entre outros espaços.

Com a aposta na construção da Biblioteca e na ligação a Espanha, com a criação em 1999 do Centro de Estudos Ibéricos, por proposta de Eduardo Lourenço, Cavaco Silva reconheceu hoje que «a cidade da Guarda compreendeu perfeitamente as transformações profundas que os novos tempos exigem» e «soube apostar no conhecimento».

No entender do Presidente da República, a Guarda «soube cultivar amizades do outro lado da fronteira» e, «soube, acima de tudo, reconhecer na figura de Eduardo Lourenço um símbolo à altura da sua justa ambição de se modernizar e vencer o isolamento, sem no entanto abdicar da sua identidade».

«Eduardo Lourenço, que nasceu nesta região e aqui passou a infância, é o exemplo acabado do homem cujos horizontes não se confinam ao torrão natal e se projecta para lá das fronteiras, mas que nem por isso fica menos preso às raízes», apontou Cavaco Silva.

Na mesma sessão, o presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, disse que a autarquia apostou na cultura, avançando com a criação do CEI - que integra a autarquia, o Instituto Politécnico e as Universidades de Guarda e Salamanca -, com o Teatro Municipal e com a nova Biblioteca, com o objectivo de afirmar a cidade como «Capital Cultural do Interior» do país.

Fonte: Diário Digital
Etiquetas - Bibliotecas Públicas , Equipamento, instalações e mobiliário

1 comentário:

Antonio disse...

E estacionamentos...?

Muito bem Sr. Joaquim Valente, Presidente da Câmara Municipal da Guarda… está de parabéns.
Como Egitaniense, fico muito honrado em saber que a cidade da Guarda aposta na cultura.
Era muito bom que o Sr. Presidente enviasse a comitiva de ordenamento do território desta cidade para a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço durante uns tempos para ver se aprendem que não se inaugura um equipamento público sem prever estacionamentos.
É certo que eles existem e estão lá… não se compreende é que não possam ser usados pelos utentes.
Já agora pergunto o que é feito dos estacionamentos que se encontravam em frente à Alameda de Stº André?... e os estacionamentos que existiam em frente aos 2 enormes portões da nova biblioteca?...
Para além de ter havido uma falta de ordenamento na altura em que se construíram os prédios vizinhos “sem garagens”, o que não me parece pouco “legal”, hoje foram-nos retirados os poucos estacionamentos que existiam, inaugurando-se uns novos mas privados.
Sr. Presidente, pergunto ainda… Será que o IMI topo de gama que nós pagamos pelo luxo de viver no centro da cidade não chega para criar estacionamentos?

A.Trindade