quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Biblioteca de Leiria estica horário até às 20 horas a partir de Fevereiro

A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, vai começar a fechar mais tarde a partir de Fevereiro, para atrair mais leitores.

O novo horário vai permitir aos leitores frequentarem a biblioteca até às 20 horas nos dias úteis. Actualmente, o espaço fecha ao público às 17h45. Já ao sábado, os serviços encerrarão às 18 horas, meia hora mais cedo do que actualmente.

“É uma revolução em termos de horários”, considerou o vereador da Cultura e Educação da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, classificando a mudança como um desafio, não só porque “vai acrescentar novos públicos que têm de ser captados”, mas também pelo esforço de funcionamento da própria biblioteca.

“Com esta alteração, a biblioteca de Leiria passa de segunda biblioteca com pior horário entre as bibliotecas das capitais de distrito, para o grupo das terceiras melhores”. Uma alteração que resultou de um “trabalho de negociação e conversações que durou aproximadamente um mês com os funcionários e sindicatos, de modo a chegarmos a um entendimento”, disse Gonçalo Lopes.

Fonte: Regiãodeleiria.pt
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terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Edificio da nova Biblioteca de Espinho continua vázio três meses depois da inauguração

O novo edifício da Biblioteca Municipal de Espinho, inaugurado faz hoje três meses, continua por abrir ao público, mantendo-se sem livros, sem mobiliário e sem energia eléctrica, não havendo ainda data prevista para a sua entrada em funcionamento.

O edifício “não reúne qualquer condição para a respectiva abertura, devido a uma questão técnica que ainda não está ultrapassada: não dispõe de energia eléctrica e precisa de um posto de transformação”, disse Pinto Moreira, presidente da Câmara de Espinho.

A solução do problema - que o autarca atribui à pressa “eleitoralista” com que o edifício foi inaugurado pelo seu antecessor -“não é tão simples quanto se possa pensar, porque obriga a uma obra que ainda é relativamente avultada, não só em termos orçamentais, mas também no que se refere aos recursos técnicos que envolve”.

Para Pinto Moreira, “é absolutamente lamentável” que a biblioteca tenha sido inaugurada “num espaço nobre da cidade sem que estivesse efectivamente dotada de condições para funcionar” e defende que a situação “reflecte a forma como o autarca anterior geria este dossiê”.

“A biblioteca não tem livros, não tem um quadro de pessoal regular, não tem mobiliário”, refere o actual presidente da Câmara. “Foi inaugurada com toda a pompa e circunstância apenas a dois dias do acto eleitoral com um intuito meramente eleitoralista”, disse.

Pinto Moreira afirma também que “houve um erro no projecto relativamente ao mobiliário”, mas adianta que “o arquitecto responsável já está a corrigi-lo”. O presidente da Câmara de Espinho, não faz, contudo, previsões quanto ao arranque da actividade do novo equipamento. “Não posso concretizar prazos para a abertura do edifício”, declara. “A única coisa que posso dizer é que espero que seja até final deste ano e que vamos todos trabalhar nesse sentido”.

O edifício da nova Biblioteca Municipal de Espinho foi inaugurado na Avenida 24 a 9 de Outubro de 2009 por José Mota, então chefe do executivo autárquico e em funções no cargo há 16 anos, sempre pelo PS.

Actualmente, os serviços da biblioteca mantêm-se em funcionamento no salão nobre da piscina Solário Atlântico, na Rua 6, sendo complementados com a oferta dos pólos de Paramos e Anta.

Fonte - Público
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quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

As bibliotecas na era digital

O Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão acolheu, dia 10 de Dezembro, no espaço da biblioteca escolar, uma reunião dos professores bibliotecários da zona sul do Distrito de Castelo Branco.

Nesta reunião de trabalho, que decorreu num ambiente informal e bastante participado, foram discutidas questões que constituem os desafios estruturantes que hoje em dia se colocam às bibliotecas escolares, nomeadamente, a política da gestão das colecções e a relevância que esta assume no apoio ao desenvolvimento curricular das diferentes disciplinas e áreas, e a problemática da gestão da informação na era digital.

O processamento da informação e os seus limites deverão constituir as grandes preocupações e prioridades das bibliotecas escolares, pois os alunos têm acesso a um caudal de informação para o qual deverão possuir as competências necessárias para os descodificar e articular, no contexto do seu processo de formação.

Estas reuniões de professores bibliotecários decorrem com uma frequência regular, alternando entre as diferentes escolas e abordando, em cada uma delas, diferentes temáticas promotoras de reflexão.

Fonte: Reconquista
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quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Biblioteca de Pessoa disponível na Net em Janeiro


Várias iniciativas assinalam os 75 anos que hoje se completam sobre a publicação da 'Mensagem', único livro de poemas em português publicado em vida de Fernando Pessoa, que escolheu simbolicamente o dia 1 de Dezembro.

Em Janeiro vai ser disponibilizada a biblioteca pessoal de Fernando Pessoa no site da casa-museu do escritor. A promessa é de Inês Pedrosa, directora do espaço, e surge depois de já terem sido adiantadas outras datas para a colocação on-line dos livros lidos, manuseados e anotados do autor português mais conhecido internacionalmente.

"Este é um dos meus grandes sonhos", confidencia ao DN Jerónimo Pizarro, colombiano com nacionalidade portuguesa desde Março, especialista em Fernando Pessoa. Mas só acredita quando vir mesmo. Entre Abril de 2008 e Junho de 2009, juntamente com mais uma vintena de investigadores, digitalizou toda a biblioteca pessoal do escritor, tanto a que se encontra na Casa Fernando Pessoa (mais de 1200 volumes) como a que continua na posse da família (cerca de 200 livros).

Este trabalho, realizado gratuitamente, não só reúne os dois núcleos, separados fisicamente, como permite o acesso a qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, a toda a biblioteca pessoal de Fernando Pessoa. "E, quando isso acontecer, os estudiosos do escritor vão sentir a vida muito curta para tanto papel", assegura Jerónimo Pizarro.

Segundo o investigador, "só 50% da obra de Fernando Pessoa é conhecida". E, para dar uma ideia do volume de textos desconhecidos do escritor ainda existentes, afirma: "A coluna de inéditos que há poucas semanas começámos a publicar no jornal i poderia ser mantida durante 15 anos."

Apesar de a obra já estar toda digitalizada e o trabalho ter sido entregue em Junho à Casa Fernando Pessoa, problemas técnicos têm impedido a sua disponibilização na Internet. Inês Pedrosa reconhece os atrasos - "muito contra a minha vontade", afirmou ao DN -, e elogia o cuidadoso trabalho levado a cabo pelo grupo de investigadores e assegura que em Janeiro o site da Casa já terá uma área dedicada à biblioteca pessoal de Fernando Pessoa.

A responsável adiantou ainda que está em fase de estudo o restauro integral da biblioteca do escritor, tarefa que caberá à Fundação Ricardo Espírito Santo.

Uma edição da Mensagem, clonada do dactiloescrito original, é hoje lançada durante a sessão comemorativa que se realiza no anfiteatro da Biblioteca Nacional (BN). O interesse da Guimarães Editores em lançar esta obra chegou ao director da BN "há cerca de dois anos", explicou ao DN Jorge Couto. E, adianta, "é o início de um projecto de parceria entre as duas entidades para outras edições fac-similadas". A tiragem é de 2500 exemplares e estará à venda apenas nas lojas Fnac e nas duas livrarias da Guimarães.

"Em termos científicos, acho que a edição não apresenta novidades. O mais interessante é que aproxima o leitor da palavra tal como Pessoa a colocava no papel", defende Richard Zenith, norte- -americano que há quase duas décadas se dedica à tradução para inglês da obra de Fernando Pessoa. "E não podemos esquecer que o escritor é um pequeno imperador da língua portuguesa que utiliza cada palavra com uma grande precisão. A sua poesia é muito concisa e dramática e cada palavra era escolhida com todo o cuidado", realça.

O original dactiloescrito da Mensagem, uma primeira edição de 1934, e algumas edições críticas do livro vão estar em exposição durante a sessão comemorativa realizada na Biblioteca Nacional. Uma comunicação de Eduar- do Lourenço, que depois participará no debate "Pessoa e o sonho do supra-Camões", juntamente com Manuel Alegre e Vasco Graça Moura, e leituras de poemas da Mensagem, pelo actor Luís Lucas, completam o evento.

Na Casa Fernando Pessoa, na sexta-feira, o debate sobre o escritor vai ter sotaque brasileiro. A conferência "A Mensagem do Tropicalismo" está a cargo de Caetano Veloso e Antonio Cicero. "O país que mais tem sabido amar Fernando Pessoa é o Brasil", defende Inês Pedrosa, aludindo à série que a Globo fez sobre o escritor - "e a RTP não fez nada" - e ao sucesso de vendas de Pessoa no Brasil - "os seus livros de poesia são mais comprados do que os de Vinicius de Moraes".

Fonte: Diário de Notícias
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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Projecto de incentivo à leitura dos mais jovens

Cafés, bares, bibliotecas e outros locais normalmente frequentados por jovens serão os palcos do projecto "Tásse a Ler!", que vai ser implementado no Vale do Minho, para fomentar hábitos de leitura.

Segundo a Rede de Bibliotecas do Vale do Minho, o projecto destina-se a jovens, com poucos hábitos de leitura, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos, tendo as turmas sido já seleccionadas em conjunto com os agrupamentos escolares.

"As actividades serão desenvolvidas fora do contexto escolar, usando uma metodologia de educação não-formal", acrescentou.

Cofinanciado pela Fundação Calouste Gulbenkian, o "Tásse a Ler!" será desenvolvido nos municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira.

Envolverá a comunidade escolar, mais concretamente, os alunos, os responsáveis dos agrupamentos escolares, os professores bibliotecários, os professores de TIC, EVT e Língua Portuguesa, e os responsáveis pelas áreas da educação e cultura das câmaras municipais dos cinco municípios.

Aqueles núcleos incluirão o chamado Mediador do Livro e da Leitura, Miguel Horta, contratado para a dinamização das actividades.

As actividades arrancarão na próxima terça-feira e prolongar-se-ão por um ano, estando divididas em cinco acções ou oficinas.

Fonte: Jornal de Noticias
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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Biblioteca para dinamizar cultura

Foi o último acto público de António Lima Costa, enquanto presidente da Câmara de S. João da Pesqueira: a inauguração da biblioteca municipal. Pretende-se que o novo equipamento promova a leitura no concelho.

Há pouco mais de um ano havia naquele local, junto ao auditório municipal, umas casas velhas, onde funcionou um lagar. Hoje existe um novo edifício forrado a xisto, a exemplo de outros equipamentos do concelho mais vinhateiro da Região Demarcada do Douro. "Chamar-lhe só biblioteca parece um pouco redutor", considerou o autarca que prefere designá-la por "centro cultural", por ser "mais do que um depósito de livros".

Para exemplificar a versatilidade do novo equipamento, Lima Costa deu o exemplo das consolas de jogos de que dispõe e que, está seguro, vão fazer as delícias das crianças e jovens. Sobretudo das oriundas de famílias menos favorecidas financeiramente. "Têm aqui a oportunidade de tomar contacto com equipamentos caríssimos e que só estão a dispor de alguns, pelo que esta biblioteca também terá uma componente social".

A inauguração, no passado sábado, teve "valor simbólico" para Lima Costa, que termina amanhã 16 anos de presidência da Câmara. "Diz-me muito terminar com um equipamento que pode ser um instrumento muito importante para o desenvolvimento sócio-cultural do concelho", sublinhou.

A infra-estrutura custou, com recheio, um milhão e meio de euros e foi construída num ano, metade do tempo inicialmente previsto. Não houve derrapagens orçamentais, mas ainda não foi comparticipada por fundos comunitários, porque "as candidaturas ao QREN estão muito atrasadas", justificou o edil. A obra foi totalmente paga pela Câmara, pelo que se a candidatura for aprovada, o novo executivo da autarquia, que toma posse amanhã, "recebe limpo esse dinheiro, no mínimo 50% do que se gastou".

Fonte: Jornal de Noticias

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segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Bibliotecas ajudam-se para ‘fazer’ leitores

Num “tempo acelerado que confunde o saber com o clique”, as bibliotecas continuam a ter o seu papel, lembrou ontem, em Vila Nova de Famalicão, a coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada.

Teresa Calçada, que falava na abertura do 2.º Encontro do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares, afirmou que, paradoxalmente, “pode parecer que é preciso ler menos porque a informação está ao alcance de um clique”, mas é preciso potenciar a informação em conhecimento.As novas tecnologias - de que já não se pode prescindir - devem ser “potenciadas e criticadas para que o utilizador seja mais leitor” sustenta aquela responsável, que acredita que a “colaboração entre as bibliotecas públicas e escolares melhora as condições para chegar a essa desiderato”.As bibliotecas são “instrumentos na capacitação de alunos, professores e famílias para a mais-valia da leitura” apontou.

A coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares sublinha que “os leitores não estão feitos, fazem-se” e, na sociedade da informação, “temos que fazer leitores competentes num conjunto de suportes de informação”.“Leitores mais competentes e mais críticos” é o objectivo das bibliotecas, sejam públicas ou escolares, diz Teresa Calçada.Ontem, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco reuniram-se professores e serviços de apoio às bibliotecas escolares com o intuito de partilharem boas práticas.

Em Vila Nova de Famalicão, foi mesmo constituído, no início deste ano, um Grupo de Trabalho das Bibliotecas do concelho.O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Ricardo Mendes, realçou a importância do serviço de apoio às bibliotecas escolares.“Cada vez mais é necessário um esforço para continuar a fomentar o gosto pela leitura, porparte dos mais novos e dos menos novos” afirmou Ricardo Mendes.

O representante do Município assegura que “em Famalicão os espaços são dignos e apropriados para fomentar esse gosto”, aproveitando para dar conta do “grande esforço feito pelo município a nível de equipamentos culturais”.Actualmente, 26 bibliotecas escolares de Famalicão integram a rede nacional, referiu o coordenador interconcelhio, António Pires.

Fonte: Correio do Minho
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sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Nova Biblioteca municipal de Espinho inaugurada sem livros

O edifício da nova Biblioteca Municipal de Espinho vai ser inaugurado hoje, mas o espaço continuará fechado. É que falta o essencial para o seu funcionamento, ou seja, livros, periódicos e todo o restante fundo documental.

A data de abertura ao público está, por isso, ainda em suspenso, continuando a funcionar a biblioteca provisoriamente instalada no salão nobre da Piscina Solário Atlântico.

Apesar disso, todas as atenções se virarão hoje para o Parque João de Deus, também requalificado, onde foi construída de raiz aquela que, em 2004 e segundo um estudo citado pelo vice-presidente da Câmara, Rolando de Sousa, era a obra mais ambicionada pela população.

A biblioteca, cujo projecto de arquitectura ficou a cargo de Rui Lacerda, foi concebida tendo por base a forma dos antigos quarteirões de Espinho, cujo centro ficava sempre livre. Neste caso, o interior da biblioteca é marcado por um espaço aberto, dispensando assim a existência de corredores.

Curioso é o facto de o edifício ser atravessado por uma rua que liga a Avenida 24 ao interior do Parque João de Deus. O objectivo passou por levar as pessoas que habitualmente já por ali entravam a caminho do jardim a continuar a fazê-lo de forma a convidá-las a entrar na biblioteca.

Um espaço bem diferente do inicialmente previsto, com três pisos, e que foi considerado demasiado grande e dispendioso.

Recorde-se que o projecto teve de ser reformulado de forma a cumprir as regras das Bibliotecas Municipais do tipo 2, ou seja, para concelhos com população entre os 20 mil e os 50 mil habitantes. Além das secções diferenciadas para adultos e crianças, a biblioteca integra também espaços polivalentes para actividades de animação, colóquios e exposições. Tratou-se de um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros.

Fonte: Jornal de Noticias
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Equipamento, instalações e mobiliário

sábado, 19 de Setembro de 2009

Cadaval - Biblioteca Municipal é inaugurada hoje, 19 de Setembro

Biblioteca Municipal do Cadaval é inaugurada este sábado dia 19, ao início da tarde.Segundo a autarquia trata-se de um equipamento que “vem colmatar uma carência do Concelho, possibilitando fomentar o acesso local à cultura e ao conhecimento”. O novo edifício fica integrado na “Rede Nacional de Bibliotecas Públicas”, divide-se em dois pisos.

Este espaço possui duas secções; adultos e infantil/juvenil, com as áreas de empréstimo, consulta local, periódicos, auto-formação e audiovisual, com escuta e visionamento locais. Integra também espaços polivalentes para actividades tão diversas como a Hora do Conto, jogos educativos, audições colectivas, projecções, colóquios, exposições, entre outros.

A área de periódicos permite uma leitura ao ar livre, com a fruição da paisagem, para além da leitura no interior.Para além de livros, jornais e revistas, a nova biblioteca reunirá documentos áudio, vídeo e multimédia. Disponibilizará, ainda, serviços baseados nas tecnologias de informação e comunicação, permitindo, nomeadamente, a “transferência e expansão do actual Espaço Internet, de forma a criar um Espaço Internet e Multimédia”.A cerimónia inaugural contará com a presença da Directora Geral do Livro e das Bibliotecas, Paula Mourão.

O novo edifício da biblioteca está integrado no “Complexo Cultural das Castanholas” e numa zona de urbanização e edificação recente.A construção da nova infra-estrutura foi financiada pela autarquia do Cadaval e pela Administração Central.Com a aprovação, do financiamento para a “Operação de Qualificação Urbana da Vila do Cadaval”, através dos fundos da União Europeia, foram criadas condições para a instalação e abertura ao público da Biblioteca Municipal e do novo Espaço Internet e Multimédia, mediante a aquisição de equipamento informático, mobiliário e acervo bibliográfico.O valor total de investimento ronda 1,3 milhões de euros.

Fonte: Jornal do Oeste
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segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Aliança para combater biblioteca virtual da Google

Projecto gera discórdia entre as maiores empresas do mercado digital. Coligação de gigantes tecnológicos contra a maior biblioteca virtual do mundo é uma hipótese. Em disputa está o sector literário, um dos mais apetecíveis e rentáveis negócios 'online'

A Amazon, Microsoft e Yahoo vão assinar um acordo apelidado de Open Book Alliance e organizado pela Internet Archive. Esta estratégia visa combater a Google, que pretende criar a maior biblioteca virtual do mundo com o serviço Google Books. Brewster Kahle, fundadora do Internet Archive, é peremptória: "A Google está a tentar monopolizar o sistema de biblioteca online, através da exploração de uma única fonte de todos os títulos publicados".

Esta polémica remonta a 2008, quando a empresa chegou a acordo com algumas editoras e autores face à digitalização ilegal de livros que o Google Books estava a levar a cabo. Na altura, a Google concordou com o pagamento de uma indemnização de perto de 87 mil euros, criando a Book Rights Registry, onde os autores e as editoras poderiam registar os seus trabalhos e receber as devidas compensações monetárias. Na altura, a Google ficou também com o direito de digitalizar títulos cujos autores fossem desconhecidos, o que correspondia a 50-70% dos livros editados após 1923.

A organização sem fins lucrativos Internet Archive, responsável pela digitalização de 1,5 milhões de livros, tem sido a maior contestatária do monopólio que a Google está prestes a conseguir. Até agora, tanto a Microsoft como a Yahoo já confirmaram a sua participação; apenas a Amazon aguarda que a aliança seja formalizada.

"Todos nesta coligação temos uma visão competitiva do mercado literário", garantiu Peter Brantley, director do Internet Archive. "Mas se o Google tiver sucesso, conseguirá garantir o monopólio da exploração de uma parte considerável dos livros de o século XX".

Em sua defesa, a Google argumenta que o acordo para esta biblioteca universal virtual trará grandes benefícios para os autores que, em alguns casos, poderão fazer fortunas com livros que se encontram já fora de circulação e que serão facilmente acedidos através da biblioteca virtual. Trata-se, segundo a Google, de um vantajoso processo de democratização da leitura, onde todos saem a ganhar.

Esta não é a primeira vez que a biblioteca virtual da Google é contestada. Em 2006, uma organização que representava 125 editoras sem fins lucrativos de publicações académicas e livros de teses dos Estados Unidos acusou a empresa de violar normas de direitos autorais com um plano que disponibilizava o espólio de bibliotecas universitárias na rede mundial de computadores.

De França surgiram mais críticas, onde há receio de que a iniciativa possa reforçar o predomínio da língua inglesa e do pensamento anglo-saxónico. Por isso, a França e vários outros países europeus garantiram apoios da União Europeia para um projecto rival para obras que não sejam em inglês.

Por outro lado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos está a realizar um inquérito sobre o impacto nas condições de concorrência para o mercado livreiro.

Fonte: Diário de Noticias
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